A arte do bootstrapping

dez 17 por Leandro Morais

Acabei de ler o livro The Art of Start que ganhei no amigo secreto. O livro é bom e objetivo. Tudo bem que tem quase tudo no blog do Guy mas o livro reune tudo em um único volume.

O capí­tulo do bootstrapping (autosuficiencia financeira) é interessante. Ele dá dicas de como você pode fazer sua empresa decolar alimentando-se sã de arroz e feijão (as vezes só de arroz). Na verdade dá dicas de como sobreviver aos primeiros dias (descapitalizados) de qualquer startup: escolhendo o modelo de negócio certo, priorizando o fluxo de caixa e chegando imediatamente ao mercado.

Gerencie o fluxo de caixa: Gerenciar para obter fluxo de caixa imediato, não lucratividade, não é algo a ser feito no longo prazo, mas é algo que deve ser feito até você estar sentado em uma pilha de dinheiros.

Despache, depois teste: É importante introduzir o produto no mercado imediatamente. O feedback do mundo concreto que irá guiar sua empresa. É claro que tem suas desvantagens mas você é uma start-up e está  jogando no risco, certo?

Esqueça a equipe com experiência comprovada: Esqueça os veteranos com anos de experiência. Você pode pagar por gente jovem e inexperiente mas com grande talento e energia.

Comece como serviço: Essa é a dica mais interessante. A grande vantagem de uma empresa de serviço é que o fluxo de caixa começa a se movimentar imediatamente. Porém, conseguir que seus clientes paguem por seu P&D deve ser uma estratégia temporária para uma empresa baseada em produtos. A idéia é ser uma empresa de serviço, construir uma linha de produtos, se tornar uma empresa de produtos e agregar serviços ao produto.

Posicione-se contra o lí­der: Você é uma start-up e não tem dinheiro para introduzir seu produto ou serviço no mercado. Posicione-se contra o lí­der e pegue carona na sua notoriedade.

Preocupe-se com o importante: Às vezes gastamos dinheiro ou energia com o que não é importante. Isso é ruim. Mas péssimo é você se preocupar com isso. Foque-se no que é importante e não se preocupe com o resto. Para não restar dúvidas importante é: Desenvolver seu produto, vender seu produto e receber o pagamento por seu produto.

Execute: Estabeleça e comunique metas, meça o progresso, restabeleça um único responsável, acompanhe um problema até eliminá-lo, estabeleça uma cultura de execução.

Essas são algumas das dicas do livro. Depois eu resumo outras dicas da arte de mudar o mundo.

2 Comentários

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  1. Pedro
    dez 17 at 23:23

    Muito interessante o artigo Leandrinho… Sobretudo a parte “Despache, depois teste”, à s vezes (e muitas vezes) ficamos planejando, planejando, pensando, replanejando e não coloca nd no mercado pra “ver no que dá”…
    A questão não é ter uma postura irresponsável, que poderá afetar nossa imagem, mas é preciso tratar nosso medo, que eu considero que é trazido em grande parte pelo nosso conhecimento, empreendedores por necessidade, sem grandes estudos, se lançam no mercado “pra ver no que dé” sem hesitarem muito, por exemplo…

  2. Bernardo
    dez 22 at 17:46

    É verdade, Pedro. As vezes é preciso agir sem planejar tanto.

    Por essas e outras que o Guy Kawasaky é meu bussines-guro predileto.

    hehehe

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