Julgamentos

Por Bernardo em Desenvolvimento, Atualidades, Carreira Sem Comentários »

Estou lendo um belo livro do filósofo alemão Hermann Hesse. Hesse se tornou muito popular na Alemanha pós-guerra, pois sua filosofia era baseada na tolerância e na pesada crítica a todas as formas de preconceito, por mais sutis que possam parecer.

Veja que belo trecho:

Quaisquer julgamentos só são dignos de nosso apreço quando afirmativos. Toda critica negativa ou de censura, por mais justa, torna-se falsa, tão logo a externamos. São julgamentos desse tipo dois terços de tudo quanto os homens dizem uns dos outros. Se digo que alguém é vaidoso, avarento ou alcoólatra, cometo uma injustiça. Julgado dessa maneira, qualquer de nós estaria logo liquidado. Segundo esse critério, Jean Paul não passaria de um beberrão; Feuerbach seria um vaidoso; Holderlin, um louco. Ora, quem assim fala terá realmente dito algo válido sobre eles? Terá pronunciado um verdadeiro julgamento a respeito deles? É o mesmo que se alguém dissesse: ” a Terra é um planeta onde existem pulgas”. Tais tipos de verdades constituem a essência mesma de todas as falsidades e mentiras. Só somos de fato verdadeiros, quando afirmamos e aceitamos. Apontar defeitos - por mais que, ao fazê-los, pareçamos sutis e espirituosos - não é julgar: é bisbilhotar.

Um poema para aqueles que transformam sonhos em realidade

Por Leandro em Desenvolvimento, Atualidades, Carreira Sem Comentários »

Gosto de pessoas vibrantes.
Que não precisam ser empurradas.
Que não precisam que ninguém lhes diga o que fazer,
mas que sabem o que devem fazer
e o fazem em tempo muito menor do que se espera.

Gosto de pessoas capazes
de medir as conseqüências de seus atos.
Pessoas que não esperam que as soluções apareçam do nada.

Gosto de pessoas que são rígidas com
os outros e consigo próprias
mas que jamais perdem de vista o fato de
que somos todos humanos e que às vezes cometemos erros.

Gosto de pessoas que acreditam
que trabalhar em equipe, entre amigos
produz mais resultados do que caóticos esforços individuais.

Gosto de pessoas que conhecem a importância da felicidade.

Poema de Lucila Murcia - Colômbia / Bogotá

Empretec, Santa Rita do Sapucaí, Novembro de 2007. Começou!

“Não tenha medo de dar grandes passos. Não se pode atravessar o abismo com dois pulinhos.”

Por Gustavo em Desenvolvimento, Atualidades, Carreira 3 Comentários »

Vi esta frase de David Lloyd George outro dia, em algum lugar. O ‘onde‘ não importa muito, o que importa é o significado que ela traz.

Quem quer crescer precisa se arriscar.

A segurança é como terra firme. Você pode até sobreviver ali, mas não conhecerá a imensidão do oceano, tampouco os continentes de oportunidades que surgirão no horizonte.

Mas há quem se arrisque ao mar. É claro que existe o perigo de um naufrágio vir a ocorrer, mas com uma embarcação bem construída, a navegação torna-se muito prazerosa.

Está muito abstrato? Lembra daquele provérbio “Quem não arrisca nao petisca.“? É mais ou menos isso.

Muitos adoram encher o peito e falar: “Sou empreendedor!“, mas só trabalham em terrenos bem conhecidos.

O verdadeiro empreendedor não teme novidades, lança-se sobre riscos calculados. Isso mesmo, o empreendedor se lança, não vai de pouquinho em pouquinho; E sobre riscos calculados, também não é para sair por aí jogando tudo para o alto sem qualquer medida…

Para finalizar, pense um pouco sobre o que disse Roberto Shinyashik:

É enfrentando as dificuldades que você fica forte.

É superando seus limites que você cresce.

É resolvendo problemas que você desenvolve a maturidade.

É desafiando o perigo que você descobre a coragem.

Arrisque e descobrirá como as pessoas crescem quando exigem mais de si próprias.

Atingindo Objetivos e Metas

Por Adriana em Mercado, Carreira Sem Comentários »

Luiz Marins
(Anthropos Consulting)

Na noite anterior à caçada, os aborí­gines australianos, com quem vivi e estudei durante mais de um ano, fazem a dança da caça onde uma parte do grupo faz o papel da caça e outra parte o dos caçadores. Nessa dança eles acreditam “caçar” o animal. Após a “caçada” (na dança) eles comemoram, fazem as chamadas pinturas rupestres (desenham o animal caçado nas paredes das cavernas) e vão dormir. No dia seguinte, se levantam e vão “apanhar o animal”, com os bumerangues e lanças próprios para (agora sim) caçar o animal que acreditam já ter sido devidamente “caçado” durante a dança na noite anterior.

O que a caçada aborí­gine nos ensina?

Em primeiro lugar vemos que a “dança” é uma preparação mental e física para a caçada (objetivo) e ao mesmo tempo um verdadeiro “treinamento” . Quando imitam o animal e o ato de caçar, fazem, na verdade um treinamento de simulação da caça verdadeira. Aí­ são discutidos os hábitos do animal a ser caçado, o comportamento dos caçadores, as armas e a destreza no uso dos equipamentos (bumerangues e lanças), etc.

Mas o principal é que a dança serve para fixar claramente qual é o objetivo do dia seguinte - caçar aquele determinado animal (e não outro).

Com o objetivo bem determinado, claro e de conhecimento de todos (qual é o animal a ser caçado) e com ações de preparação e treinamento (dança noturna) para conquista-lo, e com as armas certas, não há como não obter êxito na caça!

No dia seguinte, a caçada segue sem nenhuma tensão ou ansiedade pois que a certeza de caçar é tão grande que basta apenas ter dedicação e entusiasmo para se atingir o objetivo final - trazer o animal para a aldeia!

Na empresa e no nosso dia-a-dia é a mesma coisa: um objetivo e metas claros e definidos, instrumentos certos para atingi-los (ou armas adequadas), pessoas certas e habilidades treinadas, dedicação e entusiasmo e, com certeza, atingiremos nossos objetivos, por mais audaciosos que parecem ser.

Os dias atuais de extrema mudança e competitividade exigem que tenhamos claro os nossos objetivos pessoais e profissionais e um total envolvimento e comprometimento com as coisas e com as causas da empresa em que trabalhamos. Para atingir um objetivo é preciso que não nos economizemos em nossa capacidade de participar dos programas e projetos de qualidade, produtividade, agressão ao mercado, vendas e outras atividades que levem nossa empresa ao sucesso.

Há pessoas que não se envolvem, não se comprometem, com a idéia falsa e errônea de que não se envolvendo e não se comprometendo ficam isentas de problemas. Nada mais falso! Pessoas que preferem “morrer sentadas” com medo de participar ficam à margem do caminho, nunca são promovidas e são vistas como não-comprometidas.

As pessoas de sucesso são as que não têm medo de se comprometer e as que compreendem que o sucesso exige de nós a coragem para correr riscos, para assumir compromissos e lutar por nossos objetivos. A diferença fundamental entre ganhadores e perdedores está na medida do comprometimento, do envolvimento, da participação e da capacidade de fazer, empreender.

Você conhece funcionários que ficam procurando maneiras de fazer as coisas pelo caminho menos comprometido e mais fácil? Você conhece funcionários que ficam o tempo todo olhando no relógio para ver quando terminará o expediente para irem embora o mais rapidamente possível? Você conhece pessoas que não participam de nada em suas comunidades para não se envolverem em coisas que “dão trabalho”?

Eu conheço muita gente assim e tenho pena dessa gente.

Java Man

Por Bernardo em Desenvolvimento, Mercado, P&D, Carreira Sem Comentários »

Acabo de escutar um podcast interessante do Bruno Souza, o Java Man.

Ele fala sobre as tendências do mundo Java e o que devemos esperar de novo por aí­.

O cara realmente tem conhecimento pra falar sobre Java. Ele é nada menos que o Gerente Geral de desenvolvimento do Netbeans. Ele foi também um dos poineiros do Java no Brasi. Vale a pena.

Pergunta: perguntar ou não perguntar?

Por Wesley em Desenvolvimento, Acadêmico, Carreira, Humor Sem Comentários »

Só no tí­tulo já utilizei este artifício que é tema deste artigo: Perguntas.

Tentei encontrar um artigo na internet que falasse sobre isso, mas não achei e resolvi escrever meu próprio.

Em muitos momentos da vida nos deparamos com situações que nos remetem à uma vontade instintiva e incontrolável de perguntar. Começa imediatamente quando começamos a falar: Que cor é essa? O que é aquilo, mamãe? Qual é seu nome? Quantos anos você tem? Que horas o ônibus passa aqui? E por aí­ vai…

- Quantas coisas eu já poderia saber se tivesse perguntado mais?
- Quantas vezes perguntei demais quando a resposta estava à minha frente, ou facilmente acessí­vel?
- Quando perguntar?

Estas são as perguntas que me vieram à cabeça quando decidi começar a escrever

Às vezes, ou até em muitos momentos, somos viciados em perguntar.

Certa vez, liguei depois de meia noite para um amigo pra saber qual era o endereço hexa-decimal da porta paralela do computador por causa de um projetinho de eletrônica. Engraçado, mas inconveniente não?! Sou zuado até hoje por causa disso sempre que nos encontramos: “O Wesley é doido! Me liga 1h da manhã pra perguntar da porcaria da porta paralela…hahahaha”. Ahhh nem era 1h ainda. Hehehe
Seria mais fácil esperar o dia seguinte, ou então procurar na internet, apesar desse caso ter acontecido quando a internet engatinhava discadamente. Melhor esperar né…

Mas cheguei no ponto que queria chegar: Quando perguntar? Impossí­vel responder rapidamente. Na verdade, acho q nem existe resposta rápida e lógica pra esta pergunta.
Tudo depende do bom senso.

Outra vez, já no papel de interrogado, passei a ser visto como arrogante quando respondi “Google” à mesma que eu fiz lá atrás: “Conhece um site que ensina como faço pra acessar a porta paralela através do VB?”. Poxa, fui arrogante sendo que já fiz igual, mas naquela época não tinha Google. Hoje, é difí­cil não haver uma pergunta que você tenha para fazer já perguntada na internet, e, na maioria das vezes, já respondida.

Então, hoje, eu penso mais ou menos assim como respostas é pergunta “Quando perguntar?”:

- Se há como procurar antes a resposta e você sabe onde, procure.

- Se não sabe onde procurar, pergunte onde procurar. Pode ser que a pessoa que esteja respondendo já te mostre a resposta, pelo menos resumidamente. Depois você lerá mais a respeito, se quiser.

- Se você não tem a resposta mesmo depois de procurar, pergunte. Pergunte, a um especialista de preferência.

- Se souber onde procurar, mas estiver com preguiça de procurar, então tomara que eu não saiba que você sabe onde procurar, porque se eu souber, não me pergunte, senão responderei Google novamente.

Tá gente, nem tão bravo assim…respondo sempre que posso!

Razão e Intuição

Por mobley em Carreira Sem Comentários »

Nesta nova empreitada empresarial que inicio hoje, sinto necessidade muitas vezes de parar e ouvir a muitas pessoas, com mais experiência, vivência, ou então com um bom tino para a coisa.

São muitas as dúvidas sobre o melhor caminho, a melhor opção, e um erro compromete todo um conjunto. Se faz necessária uma grande análise sobre o que estamos fazendo, colocamos prudência em cada passo que tomamos, sob pena de não obter sucesso.

No meio deste processo, surge este pequeno porém efetivo texto.

“A verdadeira intuição nunca se opõe à Razão. Não é digno que o homem deixe que seus atos sejam governados pelos impulsos emocionais.

Pouca gente é capaz de pensar verdadeiramente com clareza. Alguns conseguem pensar claramente e sem paixões, quando não estão cansados, famintos ou emocionalmente perturbados por algum problema.

O objetivo do homem que pretenda dar o passo seguinte na Evolução deverá ser o de aprender a pensar com clareza, desapaixonada e estavelmente, todo o tempo.

Como vai a Sua Mente?”

Dr. Celso Charuri

1980

Empregabilidade

Por Leandro em Acadêmico, Carreira 1 Comentário »

Li sobre Empregabilidade pela primeira vez aos 15 anos no livro “Empregabilidade - Como ter trabalho e remuneração sempre” de José Augusto Minarelli. Não que eu estivesse muito preocupado com minha carreira mas porque lia os livros do meu pai.

De qualquer forma, algumas coisas eu trago comigo desde esses tempos. A capacidade das pessoas se desenvolverem profissionalmente é uma delas. As vezes tenho a impressão de que as pessoas só vão planejar o que farão da vida no último ano de faculdade.

Nossa carreira começa junto com a nossa faculdade (ou antes). Buscar áreas de interesse, ganhar experiência, desenvolver habilidades, minimizar nossas fraquezas são pontos que devemos observar sempre. Curriculum Vitae significa resumo da vida. Você não escreve ele na hora que vai procurar um emprego. Você escreve ele ao longo de sua vida, de sua carreira e de seus estudos.

Tema por: N.Design Studio. Editado e traduzido por Katiero.
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